ACMA | Viagens

A cidade já acordou e a rua está movimentada e agitada, embora não o suficiente para abafar o ecoar dos meus saltos na calçada. Talvez e...



A cidade já acordou e a rua está movimentada e agitada, embora não o suficiente para abafar o ecoar dos meus saltos na calçada. Talvez este não fosse o calçado ideal para quem passaria o dia numa tour pela cidade, mas Paris parece exigir de nós uma classe redobrada e eu não fui capaz de lhe dizer que não. 

Nunca pensei ser capaz de viajar sozinha, mas, agora que o fiz, não me vejo a conhecer a capital das luzes doutra maneira. De mapa na mão e com uma máquina fotográfica ao pescoço, oriento-me pela cidade, calcorreando a calçada e procurando o icónico Museu do Louvre. Faltava meia hora para a hora oficial de abertura e eu queria lá estar quando as portas se abrissem. 

Parlant un peu de francês pelo caminho, uma vez que houve necessidade de pedir indicações, lá cheguei ao museu - mais rápido do que aquilo que esperava, confesso. A fila estava já longa e as portas ainda fechadas, aumentando a ansiedade que crescia já na minha barriga.

Foi-nos finalmente permitida a entrada no museu e eu sentia as mãos suar enquanto as pessoas à minha frente começavam a andar, lentamente entrando no edifício cujo interior sempre sonhei conhecer. Cinco pessoas, quatro pessoas, três pessoas. A fila diminuia e senti-me a prender a respiração conforme me aproximava mais e mais. Finalmente, o meu pé direito cruzou as portas de entrada e eu permiti-me soltar a respiração que até então prendia. A ansiedade corria-me nas veias e eu mal podia esperar para ver todo o museu! 

De repente, uma estridente campainha despertou-me dos pensamentos e dei por mim a voltar às quatro paredes da minha sala de aula. Os colegas ao meu lado arrumavam os seus materiais e preparavam-se para sair, a professora começava a despedir-se e a apagar os apontamentos escritos no quarto. Eu, no entanto, deixei cair os ombros e suspirei, começando lentamente a recolher as minhas coisas. 

Mais uma vez, o Louvre não tinha passado da minha imaginação. 

Quantas e quantas vezes não viajámos já através do nosso pensamento e da nossa imaginação? Na sala de aula, no trabalho, numa longa viagem de carro... Se são como eu, não são poucas as vezes em que se afastam da realidade e exploram o mundo, nem que seja só por um minutinho. Aqui entre nós que ninguém nos ouve, acho que esse tipo de escapadinhas é uma das coisas que nos mantém vivos. Há séculos atrás, René Descartes dizia "Penso, logo existo." e com isso penso que praticamente todos concordamos. Contudo, seria assim tão errado dizer Sonho, logo existo?



Para terminar o post de hoje, quero falar-vos do ACMA: talvez já tenham ouvido falar do projeto por outros blogs e é com muito entusiasmo que vos conto que também o Bookaholic se juntou a ele! Se ainda não conhecem, então fico também muito feliz por ser eu a apresentá-lo.

O projeto A Cultura Mora Aqui, desenvolvido pela Jú do blog Cor Sem Fim, pretende, com temas mensais, trazer a cultura de volta à blogosfera, distraindo-nos das repetições sobre outfits, maquilhagens e dicas de beleza. Como é óbvio, não tenho nada contra blogs de moda e inclusive sigo alguns, no entanto, concordo que a blogosfera precisa de mais diversidade e cultura e é através do ACMA que pretendo dar o meu contributo - como a crónica que acabaram de ler, por exemplo.

Se desejarem fazer parte do projeto, basta enviarem um e-mail para a Jú para corsemfim@gmail.com; tal como referi acima, não falaremos de moda, outfits, maquilhagem e esse tipo de assuntos e acrescento ainda que, embora o ACMA seja de regularidade mensal, não precisam de participar todos os meses.

Por fim, deixo-vos a lista dos atuais participantes do projeto e o link para o respetivo blogue! Vejo-vos em breve!

- LISTA DE BLOGS - 


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